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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Bertrand Russel


Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT): uma explicação analítico-comportamental



Por: Nara Raquel Alves Bezerra 
Natalie Brito Araripe


Em uma breve revisão bibliográfica que realizamos sobre análise do comportamento e TEPT encontramos um pequeno número publicações nacionais sobre o assunto. Dentre as pesquisas realizadas na última década sobre esse transtorno, foram encontrados 20 artigos completos, apenas 1 livro que trata do TEPT do ponto de vista nosológico e etiológico, e diversos trabalhos sobre perspectivas de atuação e tratamento. Dentre esses, somente 2 preencheram os critérios de inclusão no quesito “Análise do Comportamento e TEPT”. Dentre os 7 textos que discutem propostas de intervenção, 6 utilizam, enquanto modalidade terapêutica, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e apenas 1, a Psicanálise.

De acordo com os analistas do comportamento, existe uma discordância quanto ao uso de manuais para diagnóstico das psicopatologias, a começar pelo título do DSM IV – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (APA, 2000/2002), que induz a um ponto de vista mentalista. E este modelo médico enfatiza a topografia dos comportamentos e tende a ignorar uma explicação funcional. A Análise do Comportamento visa a uma abordagem funcional do comportamento dito psicopatológico, onde se investiga o que pode ter provocado e o que o mantém (BANACO; ZAMIGNANI; MEYER, 2010).

Um exemplo pode ilustrar essa compreensão funcional proposta pela AC. Suponha-se que um indivíduo, o senhor “X”, estava no Japão no momento do terremoto do dia 11 de março de 2011. Para esse indivíduo, a situação gerou reações fisiológicas de estresse (respondentes), pois além de sua magnitude ter sido de 8,9 pontos, o terremoto produziu um tsunami. Essa ocasião pode ser considerada capaz de contribuir para que uma pessoa desenvolva o TEPT. Após o acontecimento, comportamentos como lembrar o momento em que tudo aconteceu ou observar o pedido de socorro de alguém podem tornar-se estímulos eliciadores de repostas emocionais de medo e também estímulos discriminativos para a emissão de comportamentos de evitação.


A partir dos critérios diagnósticos do TEPT, tais como a evitação e o medo, a proposta deste trabalho é de uma explicação funcional de comportamentos que ocorrem após um trauma, ainda que descritos como psicopatológicos, a partir da utilização dos conceitos de: estímulo incondicionado, estímulo condicionado, emparelhamento, estímulo discriminativo, generalização, controle aversivo composto pelo reforço negativo, punição, auto-regra e comportamento supersticioso.

O transtorno de estresse pós-traumático pode ser compreendido e analisado por meio de interações operante-respondentes. No paradigma respondente, um estímulo incondicionado (situações próximas da morte) gera uma resposta incondicionada (respostas emocionais de dor, medo, ansiedade, tristeza). Estímulos que eram neutros (terremoto, tsunami) são emparelhados ao estímulo incondicionado, gerando estímulos condicionados, que eliciam respostas condicionadas, de medo de terremoto, por exemplo. Então esta resposta condicionada, não sendo extinta, permanece mesmo que haja um novo pareamento (CALAIS, 2003; KNAPP; CAMINHA, 2003).

Desse modo, um som ou imagem pode ser considerado estímulo eliciador para o indivíduo, emitindo, assim, uma resposta imediata de acordo com o modelo pavloviano (S-R). Além disso, ao deparar-se com o estímulo eliciador, o organismo poderá emitir comportamentos de evitação, caracterizando uma contingência operante, na qual, o estímulo que elicia os respondentes passa a ter uma função discriminativa (Sd) para uma resposta de evitação. Dessa forma, diminui a chance de extinção dos estímulos associados e se perpetuam os sintomas do TEPT (MENDES, 2006).

No TEPT, há a possibilidade do indivíduo generalizar o estímulo eliciador. E, a todo o momento em que esses estímulos estiverem presentes, poderão eliciar respostas emocionais no indivíduo, além de adquirirem, muitas vezes, a função de estímulo discriminativo (Sd) para o comportamento de fuga ou esquiva. Desse modo, temos uma constante interação de contingências respondentes e operantes eliciando e produzindo, respectivamente, os sintomas do TEPT. A generalização respondente estaria diretamente associada ao TEPT, pois as pessoas acometidas geralmente emitem respostas emocionais eliciadas por estímulos com propriedades semelhantes ao estímulo condicionado do trauma. (HERNÁNDEZ, 2005).

Imaginemos aquele exemplo anteriormente citado do senhor X. O indivíduo que já passou pelo evento traumático e desenvolveu o TEPT pode voltar a comportar-se conforme o momento traumatizante. Ao assistir na televisão a uma cena com cidades litorâneas e o barulho de grandes ondas, ou ao ouvir o acionamento dos alarmes de alerta para a possibilidade de um tsunami ou terremoto, entre outros fatores desencadeantes, o sujeito pode experimentar novamente a situação estressora, fazendo com que tais estímulos sejam discriminativos para o comportamento de evitar assistir à televisão, como meio de não entrar em contato com o estímulo aversivo. Essa situação de evitação denomina-se contingência de reforçamento negativo que, segundo Catania (1998), remove ou previne, através da fuga ou esquiva, dado estímulo aversivo.


Conforme os estudos realizados sobre TEPT, o indivíduo com o transtorno responde ao meio através do controle aversivo: reforço negativo e punição. Ou seja, quando um estímulo aversivo tem a possibilidade de surgir diante do indivíduo, há alta probabilidade de ele se esquivar, evitando entrar em contato com situações que o façam relembrar ou reviver o evento traumático (CÂMARA FILHO; SOUGEY, 2001; HERNÁNDEZ, 2005). A punição também estaria atrelada a este contexto, pois quando o indivíduo entra em contato com o estímulo aversivo e não consegue emitir esquiva ou fuga, a apresentação do estímulo aversivo ou retirada de algo reforçador positivamente pode ocasionar a punição imediata. Desse modo, o indivíduo poderia evitar entrar em contato sempre que houvesse a possibilidade de seus comportamentos serem punidos (CATANIA, 1999). Para Sidman (2009), a punição seria entendida como o oposto do reforço. Nela, há a retirada de um estímulo reforçador positivamente e também a diminuição da produção de reforçadores negativos.

Segundo Catania (1999, p.117), “se a apresentação de um estímulo aversivo pune uma resposta, remover ou prevenir tal estímulo deve reforçar sua resposta”. Ou seja, uma pessoa com TEPT busca diversas formas de evitar entrar em contato com o estimulo aversivo e, assim, suas evitações permitem a retirada da estimulação aversiva, portanto, o reforçamento negativo.

Assim, algumas pessoas que passaram por essas situações traumáticas podem elaborar auto-regras que possuem cunho evitativo e funcionam como sinalizadoras das contingências (MEYER, 2003). Por exemplo, o senhor X poderia criar a auto-regra de evitar ir a cidades que tenham mar, por temer que possa acontecer um terremoto seguido de tsunami. Para o indivíduo, essa auto-regra é reforçada negativamente e pode criar contingências de comportamento supersticioso, pois ele evita entrar em contato com as situações e estímulos aversivos e atribui a causa disso ao fato de sua regra ter sido “bem sucedida”. Entende-se como comportamento supersticioso aquele que se instala em decorrência de uma “conexão acidental existente entre a resposta e a apresentação de um reforçador” (SKINNER, 2003, p.94). 


Ao compreender o TEPT a partir do controle aversivo, da interação operante-respondente e da formulação de regras supersticiosas, pode-se esboçar uma forma de lidar com essa problemática a partir do processo psicoterapêutico proposto por Skinner (2003). Para o autor, a psicoterapia deve criar uma audiência não punitiva. Dessa forma, o indivíduo que passou por estresse pós-traumático pode ter acesso a novas contingências de reforços positivos, que seriam passíveis de promover a mudança comportamental positiva e em longo prazo.

Baseando-se em múltiplas análises funcionais do caso, o psicoterapeuta de base analítico-comportamental pode utilizar, no tratamento de uma pessoa que sofra de TEPT, a dessensibilização sistemática, técnica utilizada para queixas relacionadas ao condicionamento respondente (ZAMIGNANI, 2004). Esta técnica pode ser desenvolvida a partir da imaginação ou em exposição ao vivo e é composta por quatro fases: treino de relaxamento, elaboração de uma escala hierárquica de ansiedade, planejamento de exposição gradual ao estímulo aversivo e pareamento entre os eventos aversivos e relaxamento (ZAMIGNANI, 2004). Além disso, pode-se trabalhar com modelagem e reforçamento diferencial de repertórios de enfrentamento da situação aversiva e com a constante discriminação das contingências e das auto-regras ligadas aos comportamentos de evitação.  


Diante do exposto, o profissional da Análise do Comportamento poderá, através da aplicação de sua teoria, técnicas e visão de mundo, proporcionar ao paciente um maior conhecimento sobre suas contingências, na busca de reforçadores positivos e enfrentamento das situações aversivas, promovendo seu bem-estar. Ao adquirir uma compreensão funcional dos seus sintomas, o paciente poderá acessar novas possibilidades de agir diante do mundo, saindo de uma visão tradicional e dominante de psicopatologia.


Introdução à atuação em Psicologia Organizacional e do Trabalho


psicologia organizacionalDe acordo com o CATÁLOGO BRASILEIRO DE OCUPAÇÕES (CBO) o psicólogo do trabalho é um profissional que "exerce atividades no campo da psicologia aplicada ao trabalho, como recrutamento, seleção, orientação, aconselhamento e treinamento profissional, realizando a identificação e análise das funções, tarefas e ocupações, organizando e aplicando testes e provas, realizando entrevistas, sondagens de aptidões e de capacidade profissional e no acompanhamento e avaliação de desempenho de pessoal, para assegurar às empresas ou por quem quer que se dêem as relações laboratoriais, a aquisição de pessoal dotado das habilidades necessárias, e ao indivíduo maior satisfação no trabalho".
Esse campo permite ao psicólogo atuar no aperfeiçoamento e melhoria das condições de vida, trabalho e saúde de trabalhadores nos diferentes setores da economia.  No que se refere ao alto desempenho, os profissionais da área de Psicologia Organizacional e do Trabalho podem atuar em diversas frentes, tais como na criação e avaliação de ações de treinamento, desenvolvimento e educação (TD&E), no planejamento de gestão de pessoas, na seleção de profissionais, em planos de ascensão profissional e na orientação de carreira. Em termos de bem-estar, os psicólogos podem atuar na criação de programas de qualidade de vida, na prevenção de doenças ocupacionais, na formulação de estratégias para melhoria do clima organizacional e da satisfação dos empregados. Além disso, a participação em projetos estratégicos dos diversos setores da organização é essencial para identificar e reduzir possíveis impactos negativos na vida das pessoas, bem como para potencializar efeitos positivos.

Psicologia Organizacional e do Trabalho existe, como área de atuação, de várias formas dentro das grandes corporações. Na maioria das empresas, os profissionais da área são contratados como Analistas de Recursos Humanos ou Consultores Internos de Recursos Humanos ou de Gestão de Pessoas e atuam em todos os subsistemas de Gestão de Pessoas, principalmente em Recrutamento e Seleção e em Desenvolvimento. Outras possibilidades de atuação se concentram basicamente nos Programas de Qualidade de Vida no Trabalho – QVT.
Toledo (1986) considera a Psicologia Organizacional como o estudo do fator humano na organização. Este  estudo abrange a atração, retenção, treinamento e motivação dos recursos humanos na empresa, assim como a criação de condições organizacionais de trabalho que auxiliem na criação de clima propício para que funcionários possam atingir suas metas de trabalho e desenvolvimento profissional A psicologia organizacional em seu contexto mais amplo, coloca ênfase nos aspectos grupais e organizacionais do trabalho.
Deve propiciar condições adequadas para que os funcionários executem suas atividades, atinjam suas metas e se desenvolvam junto a organização.

Carl Rogers


domingo, 10 de junho de 2012

Tristeza ou depressão? Conheça as principais diferenças


Psiquiatra explica quando sentimentos ruins podem se tornar uma doença séria
Isabela Zamboni

Perder um ente querido ou terminar um relacionamento pode desestabilizar nossos sentimentos e levar a uma sensação de tristeza profunda. Ao passar por essas situações difíceis, é comum confundir a tristeza passageira com a depressão, uma doença grave que pode ser causada por diversos fatores. Sentir-se triste o tempo todo, não ter vontade de trabalhar ou realizar outras atividades, se isolar e perder a vontade de viver são sintomas da depressão e devem ser tratados. O psiquiatra Dr. Cyro Masci explica as principais diferenças entre depressão e tristeza e dá dicas de como superar esse problema:
Tristeza ou depressão?
De acordo com o psiquiatra, a depressão só é diagnosticada se o sentimento de tristeza durar por muito tempo: “Esse estado é um sinal de perturbação no estado de harmonia e equilíbrio do organismo, que pode se cristalizar como uma doença ou permanecer em graus mais leves, levando a uma perda significativa na qualidade de vida”. Ele ainda revela que o estado de depressão ou tristeza não é uma fraqueza de personalidade: “Não é sinal de fraqueza nem falta de força de vontade para superar dificuldades. Ninguém fica deprimido como uma punição por ter feito ‘algo de ruim’, o que é uma interpretação errada muito comum”.
Principais causas
O médico aponta os principais fatores que podem levar à depressão:
Fatores psicológicos – Uma intensa reação à perda de uma pessoa querida;
Fatores do ambiente – Ter que enfrentar uma situação de convívio com uma pessoa muito doente ou um ambiente de trabalho muito difícil;
Fatores genéticos – Predisposição orgânica que cada pessoa traz ao nascer;
Fatores hormonais – Baixo funcionamento da tireóide ou desbalanceamento de outros hormônios;
Fatores bioquímicos cerebrais;
Sintomas da depressão
- Perda de apetite e de peso;
- Dificuldade com o sono: seja por não conseguir adormecer, ser difícil manter o sono ou ainda acordar mais cedo que o habitual com grande dificuldade em voltar a dormir;
- A energia, o interesse por sexo, a vontade e a iniciativa em realizar coisas diminuem ou desaparecem;
- A fadiga é muito comum, e podem aparecer sintomas como boca seca, náusea e constipação;
- Podem surgir dores misteriosas que parecem ir de um lugar para outro e desaparecem quando a depressão melhora;
- Evitar contatos sociais, mergulhando no isolamento;
- Sentir dificuldade em realizar as atividades do dia a dia, como tomar banho, vestir-se, comer ou trabalhar.
Cobrança extrema
As pessoas deprimidas cobram muito de si mesmas e sempre carregam pensamentos negativos. “Pessoas deprimidas tendem a atribuir erroneamente a origem de seus sucessos e fracassos. O sucesso acontece por conta do acaso ou por ações de outras pessoas, enquanto os fracassos são no geral atribuídos a si mesmos. São comuns também pensamentos de morte e morrer”, revela o psiquiatra. Ele ainda explica: “De modo geral, pessoas deprimidas são quase sempre perfeccionistas, acreditam que seu comportamento nunca é tão bom quanto gostariam que fosse. Avaliam suas ações com tal nível de exigência que tornam quase impossível alcançar suas metas”.
Dicas do Dr. Cyro
Veja 5 dicas do médico para combater a depressão e fazer com que aqueles momentos de tristeza não se tornem um problema mais sério:
1.  Lembre-se que nada dura para sempre. Pessoas otimistas acreditam que toda situação infeliz é passageira, enquanto os pessimistas explicam os acontecimentos em termos permanentes. Uma coisa é pensar “eu não consigo nunca ganhar dinheiro” e outra é conversar consigo algo como “tenho ganhado menos ultimamente” ou “estes tempos estão difíceis, mas já passei por dificuldades antes…”.
2.  Pense com isenção na culpa. Otimistas tendem a atribuir as causas de dificuldade a terceiros. O otimista,ao se deparar com dificuldades, tende a conversar consigo mesmo em termos de “esta situação foi provocada por incompetentes!”, ao contrário do pessimista, que pensaria em termos de “eu sou incompetente”.
3. Busque a solução em você. Pessimistas tendem a “não confiar no próprio taco” e a buscar a solução em outras pessoas ou outra situação, enquanto o otimista está convencido de que tem a solução dentro de si mesmo.
4. Divida por partes. Otimistas sabem que para alcançar suas metas devem subir uma escada, degrau por degrau, atingindo metas intermediárias antes de chegar ao seu objetivo. Pessimistas querem dar um único pulo e chegar lá, o que costuma paralisar as ações sem que se chegue a lugar nenhum.
5 . Não vá com a boiada. Pessoas otimistas têm autonomia, não precisam de aprovação dos outros para tudo que pretendem fazer. Pessimistas tendem a ficar se assegurando com os outros, com medo de não ser aceito pelo grupo, e com isso perdem várias oportunidades.

Consultoria: Dr. Cyro Masci – psiquiatra habilitado em Medicina Bio-Ortomolecular pela Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular e Radicais Livres



Homens podem ter ciúme da relação da mulher com filho recém-nascido; reconheça indícios


Durante os nove meses ele ficou ao seu lado, curtindo e vibrando com cada chute em sua barriga. Mas, depois que o filho de vocês nasceu, seu marido mudou e começou a sentir ciúme dos cuidados com o bebê. Por mais incrível que pareça, a situação é bem mais comum do que se imagina. “Principalmente no início, pois a mulher tem novas atribuições, como amamentar, trocar fraldas ou dar atenção a choros com dor de barriga nas madrugadas. Isso faz com que ela dedique muito mais tempo para o recém-nascido. O homem fica em segundo plano”, diz a terapeuta de casal Sylvia Marzano. A mudança é drástica, já que, antes, a atenção e o carinho eram apenas do marido. “Ele pode se sentir menosprezado pela mulher. E ela exige ainda que ele seja compreensivo e que pare de querer a atenção dela, justamente por estar cansada”, afirma a psicóloga e escritora Olga Tessari.
O problema tende a aparecer em maridos mais narcisistas, imaturos ou menos preparados para a paternidade. “Em casos mais sérios, os ciúme e a inveja acabam se elevando a um ponto de ser agressivo ou buscar fora de casa a atenção que acredita não ter mais, entendendo o filho como um rival e a mulher como uma traidora”, afirma a psicóloga e terapeuta sexual Ana Canosa.
Quando a mãe também erra
Algumas atitudes das mulheres podem desencadear o comportamento ciumento dos homens. “Tomar o filho para si e não querer dividir é uma delas. Geralmente, isso acontece com aquelas que também são ciumentas e que trocam um objeto de amor e posse por outro. Antes era o marido e, agora, o filho”, diz Ana Canosa. Outro problema é quando a esposa engravida contrariando o desejo do homem, que preferia ter um filho apenas no futuro. “A falta de diálogo e a expectativa da mulher de que ele será compreensivo induzem a esse comportamento”, afirma Olga Tessari.

Ao lado desde a gestação
Uma saída para evitar problemas futuros é o acompanhamento da evolução do feto no pré-natal, assim o homem entende lentamente como é para a mulher carregar o bebê. “Ele percebe que vai ter que dividir a atenção e que muitas vezes não a terá, o que não significa que foi posto de lado, mas que a prioridade do momento é a criança”, diz Olga. É nessa fase que também podem aparecer reações enciumadas, como a negativa em participar das consultas e reclamações de gastos com a criança. “Mesmo participando, não significa que o nascimento do bebê não mobilizará questões inconscientes e primitivas do pai”, diz Cynthia Boscovich.

Como lidar com a situação
Ao perceber mudanças de comportamento de seu marido, tente dedicar algum tempo para conversar. “Assegure-o sobre seus sentimentos e diga que necessita dele para, juntos, proporcionarem ao bebê um bom começo de vida. Isso contribui para a segurança e tranquilidade do parceiro”, diz a psicóloga Cynthia Boscovich. Evite brigar, pois os homens geralmente não conseguem perceber que estão sentindo esse tipo de ciúme. 


Para que um diálogo franco tenha bom resultado, primeiro descubra se os dois estão dispostos a conversar sobre o assunto e sem pressa, longe da novela ou do jogo. “É preciso que ambos realmente saibam falar e ouvir, entendendo os motivos sem fazer cenas e reagindo com calma, tentando se colocar no lugar do outro”, afirma Olga Tessari. Explique que precisará dar mais atenção ao bebê nessa fase em que ele é totalmente dependente dos pais, mas que isso não vai durar a vida toda. “Demonstre interesse pela vida do marido, partilhe alegrias e conquistas. Mantenha hábitos anteriores como dormir abraçadinho e fazer carícias corporais. Diga o quanto seu companheiro é importante em sua vida e que sua ajuda é fundamental”, diz Ana Canosa.



O ideal é também envolver o marido em algumas atividades da rotina com o recém-nascido. “O pai pode estar com ciúmes não só da mãe, mas sim do que ela está vivendo com o bebê”, diz Cynthia Boscovich. Ao permitir esse acesso maior, a mulher ajuda ainda na formação de um vínculo de afeto e paternidade. 

SINAL DE ALERTA: RECONHEÇA INDÍCIOS DE ELE ESTÁ COM CIÚME

1. Ele se comporta como um filho e se queixa de que você não liga mais para ele, só tem tempo para o bebê e está sempre cansada.

2. Fica muito tempo fora de casa, tentando fugir da situação.

3. Recusa-se a cuidar do bebê à noite, alegando que precisa descansar e que você está em casa o dia todo "sem fazer nada".

4. Fica de cara fechada o tempo todo. Mal quer conversar ou escutar como foi seu dia em casa.

5. Insiste muito em deixar o recém-nascido com alguém para que vocês tenham um tempo juntos.

6. Reclama que você não cuida de suas coisas e não prepara mais o jantar para ele. 

7. Fica muito irritado, quando antes era mais calmo. Reclama de tudo e cobra sua presença, irritando-se quando tem que deixá-lo para estar com o filho.

Altruísmo... Você sabia... que?

Altruísmo • é o comportamento que procura o bem para outras pessoas ou instituições como voluntários, pedindo nada em troca. • Empatia está intimamente relacionado com as pessoas altruísmo e empatia têm a capacidade de "pegar outra situação "sentimos sua dor e compreender seus pontos de vista. Os fatores emocionais, em vez de racional, que o altruísmo da unidade. • Se uma pessoa passa pela vida com pressa menos que você ajudar, se você é calmo e sem pressa. • Há uma atitude moral que precisa ser praticada, difundida e valorizada. Ela atende pelo nome de altruísmo.

Otimismo, criatividade e humor

Existem forças humanas que se complementam bem uns aos outros e que demonstram as sinergias entre elas.Um senso de humor e otimismo estão intimamente relacionados, quando estamos otimistas em algum momento na vida é fácil também estamos de bom humor. Às vezes parece que estas duas forças são duas faces da mesma moeda. Para a força de impulso de otimismo e humor, essas duas forças humanas são altamente complementares, com criatividade, algo que não é óbvio, mas é verdade e vale a pena tentar usá-lo para melhorar o nosso bem-estar . Em Criatividade há vários mal-entendidos, há algumas crenças populares que não são verdadeiras em tudo. Por exemplo, como afirma a psicóloga Maria Luiza vizinho, a criatividade não está restrita a alguns artistas privilegiados, mas uma capacidade acessível a qualquer pessoa e que ocorre em situações cotidianas. É criativo ousar fazer uma combinação de elementos no vestiário na cozinha, decoração, no planejamento do trabalho, etc. Outro equívoco é a crença de que a criatividade é típico de figuras históricas com uma vida melancólica, às vezes deprimido, como foi o caso de Virginia Woolf ou Vincent Van Gogh. No entanto, estudos científicos provaram ser Muito pelo contrário, as emoções positivas são aquelas que favorecem ressurgência de criatividade. Criatividade é verdadeiramente uma força de mudança e progresso. Por esta razão, temos de aproveitar os momentos de otimismo e bom humor para implementar a criatividade. Tentar fazer coisas criativas precisamente nos momentos bons da vida é o de facilitar sinergias entre otimismo, criatividade e senso de humor. . Algo que pode permitir-nos recarregar as baterias "" e lidar com a energia e as chances de sucesso os desafios da vida Referências: Vizinho, ML (2006). . Criatividade Psicóloga Papers , 27 (1): 31-39.

Valorize sua vida!!!


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